A aliança era uma promessa solene de união e cooperação, de modo que o relacionamento entre as partes não ficasse sujeito às futuras variações do sentimento ou das circunstâncias. Em muitos casos, o fraco procurava se aliar ao mais forte. Desse modo, resguardava-se de ser atacado por esse mesmo indivíduo e, além disso, conseguia proteção em troca de algumas obrigações (Js 9.6,15). As partes pactuadas se comprometiam ao auxílio mútuo, principalmente em caso de guerra. Basicamente, uma aliança é um acordo entre duas ou mais partes que se unem para o compartilhamento de recursos visando objetivos comuns. Encontramos, na Bíblia, contratos ou acordos para a guerra (2Cr 18.1-3), para o comércio (2Cr 20.35-36; 1Rs 5.10-12), uniões matrimoniais (Gn 29.21-23), para o trabalho (Gn 30.27-34), ou simples laços de amizade e cooperação (2Sm 18.3). No livro de Gênesis, por exemplo, observamos o relato sobre várias alianças firmadas entre os homens (Gn 14.13; 21.27; 26.28; 31.44). Numa época em que as leis eram insuficientes e a força prevalecia, as alianças eram fundamentais para a garantia de direitos e a resistência aos invasores.
A compreensão das alianças antigas e seus rituais nos ajuda a entender o compromisso entre Deus e os homens. A bíblia nos mostra que o Senhor fez aliança com Noé que, naquele ato, representava toda a humanidade (Gn 6.18; 9.9-12). Depois, Deus fez aliança com Abraão, representante de Israel (Gn 15.18; 17.2). No Novo Testamento, Jesus é o representante da igreja no estabelecimento da Nova Aliança com o Pai (Lc 22.20). Aliança é compromisso, muitos querem ser abençoados, mas poucos desejam o compromisso nos dias atuais.
Nos dias atuais, ainda existe alianças? Quero saber sua opinião..! Um forte abraço, Lia
20:39 - 31/01/2006
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